DST-Doenças Sexualmente Transmissíveis…Previna-se-(Aids)

Aí pessoal é tempo de comemorar, tempo de relaxar e as vezes pinta uma oportunidade de um relacionamento mais quente, mas é preciso estar atento e se prevenir para não ter que arcar com consequências que comprometem a vida…Bom Carnaval mas  previna-se…

Doenças Sexualmente Transmissíveis

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), podem ocorrer por diversos tipos de agentes: vírus, bactérias, fungos etc. São transmitidos através da relação sexual, principalmente quando não há o uso de preservativo. Muitas vezes a pessoa infectada desconhece sobre a presença da doença, ou relaciona os sintomas percebidos, à reações orgânicas comuns do organismo. Por isso, é importante manter em dia as consultas médicas, e os exames de prevenção.
As DST podem atingir homens e mulheres de todas as idades. Muitas tem cura, e quando diagnosticadas logo no início, na maior parte das vezes, o tratamento se torna mais rápido e eficaz. Mas existem outras, como a AIDS, que infelizmente não tem cura, e é responsável por milhares de mortes diariamente, principalmente na África, onde se concentram 70% dos casos de todo o mundo.
A incidência das DST está cada vez maior, podendo ser considerada como um problema de Saúde Pública, devido às péssimas condições dos serviços de saúde, pela falta de educação sexual, baixa condição socioeconômica, grande frequência na troca de parceiros, entre outros.
Esse é um assunto de interesse público, que exige campanhas e medidas de conscientização, pois é possível contrair DST até mesmo quando há um relacionamento monogâmico há anos. Infelizmente, mesmo com todos os riscos que uma relação sexual pode oferecer, muitos caem no erro de usar métodos contraceptivos apenas para evitar a gravidez.

Aids

Aids vem do inglês “Acquired Immunodeficiency Syndrome”, que significa, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É uma doença causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico, ou seja, as células de defesa do nosso corpo. Por conta disso, o organismo fica extremamente vulnerável à várias doenças, pois se torna incapaz de produzir anticorpos em resposta aos antígenos comuns.
Anticorpos: são glicoproteínas derivadas dos linfócitos B, e tem a função de atacar os antígenos causadores de doenças.
Antígenos: substâncias estranhas ao organismo, que provocam uma resposta imunológica, através da formação de anticorpos.
A Aids é caracterizada pela perda de peso acentuada, fraqueza orgânica, e pela grande diminuição no número de linfócitos T auxiliadores (CD4), células que possuem a função de ativar os outros linfócitos de defesa do corpo. Por estar fortemente debilitado pela presença do vírus HIV, o organismo fica suscetível à diversos microorganismos oportunistas. Muitas vezes uma simples gripe pode ser um grande risco para os portadores do vírus HIV, pois o corpo não consegue reagir.
Estima-se que, atualmente, em média, 33 milhões de pessoas no mundo tem Aids, e a maior parte dos casos ocorre na África, onde milhares de crianças já nascem infectadas. No Brasil, são mais de 650.000 pessoas com o vírus HIV, com idade entre 15 e 49 anos.

Transmissão da Aids
O vírus HIV pode ser transmitido tanto pela relação sexual, através do esperma ou de secreções vaginais, como pelo sangue e pelo leite materno. Não é transmitido pelo contato físico, tosse, espirro ou nada parecido. Os riscos são maiores para pessoas que possuem uma vida sexualmente ativa com múltiplos parceiros, pelo sexo sem preservativo, para bebês que foram gerados após a infecção da mãe, e também pela utilização de agulhas compartilhadas para aplicação de drogas. Nas cidades européias e americanas, 80% dos consumidores de heroína são infectados.
Mas o que muitos não sabem, é que nem sempre quando se adquire o vírus HIV, a Aids se manifesta, pois ela é o estágio mais avançado da infecção. É possível passar um longo tempo com o vírus, sem apresentar sintomas, pois ele é controlado pelo sistema imunológico, e quando o sistema começa a ser atacado de uma forma mais intensa, aí sim começam a surgir os primeiros sintomas. Mas há também o risco da manifestação tardia, muitas vezes já acompanhada por outros graves problemas e doenças.

Sintomas da Aids
Os principais sintomas iniciais da Aids são: febre alta, crescimento dos gânglios linfáticos, diarréia constante, perda de peso e erupções na pele.
Aids de mãe para filho
Um dos grandes problemas para mulheres que engravidam, e são portadoras do vírus, é a hereditariedade da doença. O material hereditário do HIV é o RNA, e uma de suas características, é a presença da enzima transcriptase reversa, que possui a capacidade de produzir moléculas de DNA a partir do RNA.
Como ocorre a produção de DNA a partir do RNA?
A membrana do vírus se funde com a membrana da célula, e há a penetração do capsídeo (material envoltório dos vírus, é um invólucro constituído de proteínas que protegem o ácido nucléico) no citoplasma. A partir dessa penetração, o RNA produz uma molécula de DNA, que penetrará no núcleo da célula, se introduzirá em algum cromossomo do hospedeiro, e se recombinará com o DNA celular.
O DNA viral que estará integrado ao cromossomo, é chamada de provírus, que tem a função de produzir moléculas de RNA, originando vários vírus completos. E a partir do momento que os genes do provrrus se integram aos da célula, há a produção das partículas virais pelo resto da vida. Esse processo não leva a morte da célula hospedeira, mas transmitirá o provírus para as células filhas.
Tratamento da Aids
Infelizmente a ciência ainda não descobriu a cura para a Aids, mas já podemos contar com alguns medicamentos que controlam o vírus.
Na década de 80, mais de 50% das pessoas infectadas pelo vírus HIV morriam em menos de seis meses, foi um período crítico, pois pouco se sabia sobre a doença. Mas a partir de 1989, após a descoberta da zidovudina-AZT, e de outras substâncias que associadas à ela, aumentavam grandemente a expectativa de vida, esse cenário começou a mudar. Ocorreram grandes avanços nas pesquisas científicas, e de diversas tentativas, surgiu mais uma proposta: o coquetel, uma terapia anti-retroviral.
A combinação de medicamentos que fazem parte do coquetel, deve ser forte o bastante para baixar a carga viral, combatendo a multiplicação dos vírus. Para que o tratamento seja ainda mais eficaz, é importante iniciá-lo rapidamente, antes que o sistema imunológico se enfraqueça demais.
Os medicamentos anti-retrovirais possuem a função de impedir que o vírus HIV se reproduza dentro das células CD4, ou seja, que novas células não sejam infectadas por suas cópias.
Alguns medicamentos disponíveis para Aids:
Inibidoras da protease:
Indinavir (Crixivan); ritonavir (Norvir); saquinavir (Invirase ou Fortovase); nelfinavir (Viracept); amprenavir (Agenerase); lapinovir (Kaletra).
Inibidoras da Transcriptase Reversa Nucleosídeos:
Zidovudina (Retrovir ou AZT); didanosina (Videx ou ddI); zalcitabina (Hivid ou ddC); estavudina (Zerit ou d4T); lamivudina (Epivir ou 3TC); combivir (AZT + 3TC); abacavir (Ziagen); Trizivir (AZT + 3TC + abacavir).
Inibidoras da Transcriptase Reversa Não Nucleosídeos:
Nevirapina (Viramune); efavirenz (Sustiva); delavirdina (Rescriptor).

 Sífilis, conhecida também como cancro duro, avariose, lues, entre outras denominações, é uma doença contagiosa e infecciosa, causada pela bactéria Treponema Pallidum, adquirida pelo contato sexual com um parceiro que já esteja infectado. Há também, a Sífilis Congênita, ou seja, transmitida da mãe para o feto, através da placenta. A bactéria entra no corpo através das aberturas de órgãos, como a vagina, o reto, a boca, cortes e machucados. Não é possível contrair a doença através do contato com acentos, maçanetas, roupas, talheres, água etc.

É uma doença caracterizada por mucosas e lesões nas regiões próximas aos genitais, nos próprios genitais, ou até mesmo em qualquer outro lugar do corpo. É importante que as mulheres fiquem atentas, pois podem não perceber a presença de lesões no interior da vagina. Caso não haja tratamento, há grandes riscos de ocorrer complicações sistêmicas no futuro, como paralisia, danos cerebrais, cegueira, entre outros.
Doenças que causam feridas genitais, assim como a Sífilis, facilitam o contágio de vírus e infecções, como o HIV, pois a proteção é afetada.

Estágios da Sífilis
Muitos se enganam quando as manifestações na pele somem depois de um determinado tempo, mas é preciso estar atento, pois a Sífilis possui três estágios:
1º Estágio: Após 15 dias do contato direito com a bactéria, há a presença de ínguas* e feridas. De três a seis semanas depois, essas feridas somem, e não deixam cicatrizes. É nesse momento que muitos acham que não era nada grave…mas aí está o problema!
2º Estágio: Caso não haja tratamento durante esse período, depois de seis a oito semanas, a doença se manifesta novamente, porém de forma mais complexa, afetando a pele e os órgãos internos.
3º Estágio: Caracterizado pela evolução crônica da doença, é uma fase que atinge mais agressivamente os órgãos, podendo ser destrutiva.
Tratamento da Sífilis
A Sífilis tem cura, e o tratamento é mais fácil quando a doença ainda está nos primeiros estágios. O medicamento mais usado, é a Penicilina, um antibiótico natural, que pode ser medicado em dosagens ou através de uma injeção intramuscular. Para quem tem a doença há mais de um ano, na maior parte das vezes, é necessário dosagens adicionais.
O tratamento com a Penicilina mata a bactéria, previne de possíveis problemas, mas não ajuda a reparar danos que já foram causados. Mas é importante lembrar, que mesmo obtendo a cura, ninguém fica isento de contrair a doença novamente.
Enquanto estiver em tratamento, o paciente não poderá manter relações sexuais, para que seu parceiro não seja infectado.
Prevenção da Sífilis
Diferente de outras doenças, nem sempre a Sífilis pode ser prevenida através de preservativos, pois as feridas podem estar em locais que não recebem nenhuma proteção. Mas, mesmo assim, é totalmente necessário o uso de preservativos, pois a lesão pode estar presente também, nas áreas genitais.
*ínguas: linfonodo ou gânglio linfático, que faz parte do sistema de defesa do organismo.

HPV,  é uma sigla em inglês, que significa Papilomavírus Humano, um grupo de diversos tipos de vírus, que provocam lesões na pele, mucosas e verrugas, tanto nas regiões oral, genital, anal, como também na uretra.
O HPV é dividido em mais de 200 tipos, e desses, 35 podem afetar a região anogenital feminina e masculina. Existem os que são de alto risco de câncer, e os de baixo risco. Os de alto risco, normalmente são os tipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58, que podem ter como consequência, principalmente o câncer do colo do útero e do pênis.
Mas há outros tipos de HPV, que não apresentam grandes riscos. Pesquisas mostram, que em média, 50% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas em algum momento da vida, mas são infecções transitórias, normalmente combatidas pelo próprio sistema de imunidade, pois todos que são infectados, desenvolvem anticorpos, mas isso não significa que serão sempre suficientes para eliminar o vírus.
Transmissão
O contato direto de uma relação sexual com alguém infectado, é o meio de transmissão de HPVs genitais, gerando lesões na vagina, colo do útero, no pênis e/ou no ânus. Mas isso não significa que se o seu parceiro tiver os vírus, você necessariamente também obterá. Normalmente as lesões clínicas mais comuns, são as verrugas genitais (condilomas acuminados). Já as subclínicas, não apresentam sintomas visíveis. Há alguns casos raros de lesões na pele, no esôfago e na laringe.
Diagnóstico do HPV
É possível diagnosticar o HPV através de exame ginecológico, urológico e dermatológico. Mas se as lesões forem subclínicas, precursoras do câncer do colo do útero, é necessário um exame citopatológico (Papanicolau). Ao descobrir a presença da doença, é importante que o parceiro também faça os exames preventivos.
Caso sejam identificadas lesões subclínicas através desses exames, aumentam as chances de ocorrer o câncer, e o risco é ainda maior se as mulheres infectadas usarem contraceptivos orais, tenham um número elevado de gestações, ou outras doenças sexualmente transmitidas.

HPV na Gravidez
Não há comprovação de que o HPV possa afetar a gravidez e o bebê, nem casos de aborto espontâneo. Durante a gravidez, há uma grande alteração das formas de defesa do organismo, portanto muitas vezes as lesões desaparecem no pós-parto. Mas o ideal é primeiro tratar a doença, e depois engravidar.
A principal restrição é para os casos de cesárea, pois o HPV pode estar no líquido amniótico da mãe, portanto corre o risco de passar para o filho. A única indicação para cesárea, é quando as lesões são muito grandes e visíveis no canal de parto.
Tratamento para HPV
O tratamento de HPV tem como objetivo remover as lesões encontradas, e para isso existem diversas formas:
Laser – usado para cortar ou destruir o tecido da região onde estão as lesões;
Criocirurgia – é uma pequena cirurgia, com um instrumento que congela e retira o tecido afetado;
CAF – procedimento realizado por um instrumento elétrico, que remove e cauteriza a lesão;
ATA – ocorre aplicação de um ácido diretamente sobre o local lesionado;
Medicamento para HPV – Dependendo da situação do paciente, são utilizados medicamentos que ajudam na melhora do sistema de defesa do corpo; mas na maioria das vezes, mesmo removendo as lesões, o vírus continua presente. Portanto, é indispensável o uso de preservativos.
Prevenção do HPV

Assim como em diversas doenças sexualmente transmissíveis, ter um parceiro fixo diminui grande porcentagem dos riscos, mas mesmo nesse caso, é preciso estar atento, pois muitas vezes um dos parceiros
possui HPV e não sabe. É importante visitar regularmente o ginecologista e o urologista, fazer todos os exames de prevenção, e caso haja constatação do problema, iniciar rapidamente um tratamento.
Vacina contra HPV
Atualmente já existe a vacina contra o HPV, porém há uma grande restrição, pois só é oferecida na rede privada de saúde, para jovens do sexo feminino com idade entre 9 e 25 anos. Para que ela seja realmente eficaz, é necessário três doses, que juntas, custam mais de mil reais. Em 2009, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisas em HPV, e um dos objetivos do instituto, é criar estratégias para que todos da rede pública de saúde, tenham acesso à vacina, pois são muitos os casos de HPV, principalmente entre mulheres de 26 a 40 anos.

Importante:
Um estudo científico publicado pela revista New England Journal of Medicine, revela que o HPV pode ser transmitido por meio do sexo oral, e é um grande fator de risco para o câncer de garganta.

essas são algumas dessas doenças, mas tem muitas outras e a maioria tem tratamento e cura, a AIDS é que ainda não tem uma cura certeira,  mas houve um avanço no tratamento e a qualidade de vida dos pacientes melhorou bastante. E além dos medicamentos pode-se completar o tratamento com um comportamento mais atento  sem excessos , ter uma alimentação equilibrada, um reto pensar , fazer práticas de ioga, estar bem consigo mesmo, encarar o processo da doença  de frente.
Mas, o melhor caminho é a prevenção, ficar atento sempre pois a vida é um bem preciosos e vale muito mais do que um prazer  de um momento…Previna-se…

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