Cólica Menstrual …Dicas para amenizar a dor

Durante o ciclo menstrual, as mulheres podem apresentar distúrbios que interferem em sua qualidade de vida. Um deles é a tensão pré-menstrual (TPM), ou desordem disfórica pré-menstrual, que ocorre antes da menstruação e caracteriza-se por sintomas físicos (retenção de líquidos, aumento das mamas que ficam doloridas, dor de cabeça) e sintomas psicológicos, tais como irritabilidade, agressividade, nervosismo, vontade de chorar por qualquer motivo, depressão. Embora o nome tensão pré-menstrual tenha surgido na década de 1930, esse distúrbio foi descrito por Hipócrates, séculos antes de Cristo.
O outro distúrbio é a cólica menstrual, ou dismenorreia, um problema que afeta praticamente todas as mulheres em algum momento da vida e que pode variar de intensidade. Em alguns casos, a dor e o mal-estar são suportáveis, mas noutros os sintomas são tão intensos e persistentes que impedem o exercício das atividades normais do dia a dia
E atenção…
Quase toda mulher tem, ou já teve, cólica menstrual. Em muitos casos, um simples analgésico resolve o problema. Para algumas mulheres, porém, toda menstruação é um verdadeiro martírio, que chega a prejudicar o trabalho ou os estudos. Se esse é o seu caso, atenção: a cólica forte é o principal sintoma da endometriose, doença ainda pouco conhecida que, segundo especialistas, afeta cerca 6 milhões de mulheres no Brasil e é uma das principais causas de infertilidade feminina.

A doença é caracterizada pela presença de endométrio (mucosa que reveste o útero) em local indevido, ou seja, fora da cavidade uterina. O tecido pode ir para ovário, intestino, bexiga, e até para os pulmões. Os fatores que dão origem ao problema ainda são discutidos pelos médicos. Mas sabe-se que ele é cada vez mais frequente à medida que as mulheres adiam a gravidez. “Quanto mais a mulher menstrua, mais ela fica exposta à doença”, explica o médico Eduardo Schor, chefe do setor de endometriose da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 
Em entrevista ao UOL Ciência e Saúde, Schor também conta que a dioxina, substância tóxica presente na produção de plástico e outros derivados de petróleo, também pode ter relação com o aumento da endometriose. Mas isso ainda é alvo de investigações científicas. O fundamental, segundo ele, é que médicos e mulheres conheçam a doença para que ela seja diagnosticada o quanto antes, evitando complicações como a perda do útero e ovários.

UOL Ciência e Saúde: O que é endometriose?
Eduardo Schor: Quando a mulher menstrua, é o endométrio (mucosa que reveste o interior da cavidade uterina) que descama. Em 80% das mulheres, uma parte desse endométrio volta e cai dentro da pelve. É o que chamamos de menstruação retrógrada, que não é necessariamente sinal de doença. Nas mulheres com endometriose, porém, essas células formam o que chamamos de implantes. Toda vez que a mulher menstrua, aquele pedacinho de endométrio no lugar errado “menstrua” também, e a doença progride. Esses implantes podem ir para ovário, intestino, bexiga, e até para os pulmões. Recentemente recebi o vídeo de uma menina de 14 anos que tem foco de endometriose no olho: quando ela menstrua, ela chora sangue. Mas isso é raríssimo. 

UOL Ciência e Saúde: Qual o perfil de mulher com mais chance de ter a doença?
Schor: Normalmente a doença é diagnosticada em mulheres entre 25 e 35 anos. No entretanto, sabemos que a endometriose começa mais cedo. Hoje acreditamos que começa na adolescência. Jovens que têm parentes com a doença na família também devem ficar atentas. As mulheres que começam a menstruar mais cedo também têm mais chance de ter endometriose.
UOL Ciência e Saúde: O que origina a endometriose?
Schor: Há duas linhas de pesquisa. Uma defende que a doença está no útero, ou seja, a mulher com endometriose teria uma série de alterações e, por isso, as células que caem na pelve causam problema. Outra parcela defende que a doença está ligada a questões imunológicas – o organismo não conseguiria combater essas células que voltam pela menstruação retrógrada. E há a propensão genética, também. Quem tem caso de endometriose na família tem sete vezes mais chances de ter a doença. Mas é difícil que as mulheres, hoje, tenham essa informação, porque suas mães e avós engravidavam mais cedo e, assim, não desenvolviam a doença.
1. Tome medicamentos com orientação médica 
“Os tratamentos são à base de antiespasmódicos ou com anticoncepcional, caso os sintomas da TPM sejam muito intensos”, comenta o médico Alex Botsaris.
2. Aposte na homeopatia 
“Alguns remédios como Lachesis, Sépia, Calcarea Carbônica, Caulophyllum e Chamomilla são indicados para as cólicas, mas a recomendação depende das características de cada paciente”, diz Botsaris.

3. Descanse 
“O simples ato de se deitar com a barriga para baixo, apoiada em um travesseiro, comprimindo-a, já ameniza as dores”, diz a fisioterapeuta Deborah Supino.
4. Faça exercícios físicos 
Atividades como alongamento, ioga, caminha ou andar de bicicleta ajudam. “Feitos de forma regular e moderada, liberam endorfinas e amenizam as dores”, explica Deborah Supino.
Siga esses exemplos: deite-se de costas, com joelhos dobrados, pés no chão e braços para trás. Ao mesmo tempo, levante os braços para a frente e estique as pernas para a posição sentada. Incline-se para a frente e tente alcançar os pés com os dedos das mãos. Retorne à posição normal.
Outro exercício: fique em pé, de frente para a parede, a uma distância de 30 cm. Cruze os braços na altura dos ombros. Incline a barriga até que toque a parede. Permaneça nesta posição por um minuto, mantendo os calcanhares no chão e os joelhos retos. Retorne à posição inicial.
5. Pratique pilates 
“As dores são amenizadas pelo trabalho realizado no centro de força, localizado na região abdominal. O controle respiratório também contribui para a diminuição das tensões que agravam as dores”, argumenta a professora Cristina Abrami. “As aulas nesses períodos devem ser modificadas, diminuindo a intensidade dos exercícios, principalmente os abdominais”.
6. Beba chás 
“Prefira ervas como Angélica chinesa, que tem efeito antiespasmódico, agoniada (Himatanthus lancifolius), que age também como analgésica, ou canela, que é utilizada desde a antiguidade no tratamento da cólica”, indica Alex Botsaris.
7. Passe por uma sessão de acupuntura 
O tradicional tratamento com agulhas tem efeito analgésico e regula o ciclo menstrual.
8. Use a boa e velha bolsa de água quente 
Coloque-a na região lombar e no abdômen. “O calor estimula a irrigação, relaxa a musculatura e ameniza o impacto das contrações do útero”, explica Deborah Supino.
9. Faça uma massagem 
A chinesa ou a Ayurvédica possuem pontos que, ao serem apertados, tratam a TPM e as cólicas. O mais usado é um chamado Zi Gong Xué, que fica perto das bordas do púbis.
10. Abuse dos alimentos certos 
Alimentos com cálcio (laticínios e vegetais escuros), magnésio (soja, banana, beterraba, aveia, tofu, couve e abobrinha) e gorduras poliinsaturadas (salmão, atum e castanha do Pará) podem te ajudar. “Eles são relaxantes musculares e têm poder anti-inflamatório natural”, orienta a médica ortomolecular Mariana Muniz, especialista em medicina anti-aging.
11. Fuja dos alimentos errados 
Esqueça os alimentos ricos em gorduras, pois favorecem uma maior produção de hormônios femininos. Evite ainda os embutidos e as bebidas com cafeína (café, chá preto e refrigerantes).
12. Evite situações estressantes 
“Muitas pessoas com dores ficam mais irritadas e perdem a paciência. Para estes casos, recomendo os florais de Bach, que neutralizam a agressividade”, comenta a terapeuta holística Maria Aparecida das Neves. Os mais indicados são Rescue Remedy, Holly e Cherry Plum.

Fontes de pesquisa para a Matéria.
*Drauzio Varela
*Uol
*Ig


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